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Em 1985, no Sínodo Extraordinário convocado para avaliar os vinte anos do Concílio Vaticano II, os bispos do mundo inteiro pediram uma coisa que não existia havia mais de quatro séculos: um catecismo universal, que dissesse com clareza e por inteiro aquilo em que a Igreja crê. O último tinha sido o Catecismo Romano, publicado em 1566 depois do Concílio de Trento. João Paulo II acolheu o pedido e entregou o trabalho a uma comissão de doze cardeais e bispos presidida pelo cardeal Joseph Ratzinger. Foram seis anos de redação, nove projetos sucessivos e uma consulta a todo o episcopado católico — cerca de 24 mil propostas de emenda foram examinadas. O texto foi promulgado em 11 de outubro de 1992, trinta anos exatos depois da abertura do Concílio, pela constituição apostólica Fidei Depositum, e a edição típica latina definitiva saiu em 1997.

Na Fidei Depositum, João Paulo II define o que o livro é e o que não é: um texto de referência, “norma segura para o ensino da fé”, destinado sobretudo aos bispos e aos redatores de catecismos locais — e não um substituto deles. Ou seja: não é um livro para decorar, é o mapa a partir do qual se ensina.

A obra se organiza em quatro pilares, que são os quatro pilares de toda catequese desde a Antiguidade — o que se crê, o que se celebra, como se vive e como se reza:

  1. A profissão da fé (o Credo, artigo por artigo) — CIC 26-1065
  2. A celebração do mistério cristão (liturgia e os sete sacramentos) — CIC 1066-1690
  3. A vida em Cristo (a moral, as bem-aventuranças, os Dez Mandamentos) — CIC 1691-2557
  4. A oração cristã (e o Pai Nosso comentado pedido por pedido) — CIC 2558-2865

Vale conhecer três recursos do próprio livro, explicados em CIC 18-22. Os parágrafos em letra miúda trazem citações dos Padres, dos santos e da liturgia, ou aprofundamentos — é ali que estão algumas das páginas mais bonitas. Os números em itálico à margem remetem a outros parágrafos sobre o mesmo tema, permitindo ler o Catecismo “em rede”. E cada seção termina com um bloco “Em resumo”, em frases curtas, ótimo para memorizar e para retomar antes de um encontro.

Na catequese: é a fonte base de todas as aulas deste roteiro. Sempre que o texto trouxer “CIC 1234”, abra o índice desta página e leia o parágrafo inteiro — vale mais do que a citação resumida. Existe também o Compêndio do Catecismo (2005), em perguntas e respostas, útil para revisar.

Citada nas aulas

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