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Justino era um filósofo grego convertido que abriu escola em Roma e acabou decapitado por volta de 165 — daí o sobrenome Mártir. Por volta do ano 155 endereçou esta Apologia ao imperador Antonino Pio e ao Senado romano, pedindo algo simples: que os cristãos fossem julgados por seus atos, não pelo nome. A obra desmente uma a uma as calúnias correntes — ateísmo, canibalismo, incesto, sedição.

Seu argumento filosófico central é a doutrina das “sementes do Verbo”: raios da Verdade foram espalhados em toda a humanidade, de modo que quem viveu segundo a razão já pertencia, sem saber, a Cristo.

“Aqueles que viveram segundo o Logos são cristãos, ainda que tenham sido tidos por ateus — como, entre os gregos, Sócrates e Heráclito.” (cap. 46)

O que torna esta obra insubstituível, porém, são os capítulos finais. Nos capítulos 61 e 65-67 Justino descreve, para um leitor pagão, o que os cristãos de fato fazem: o Batismo por água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; depois a assembleia com as orações, o beijo da paz, a apresentação do pão e do vinho misturado com água, a ação de graças do presidente, o “Amém” do povo, a comunhão e o envio aos ausentes pelos diáconos — e a coleta para órfãos, viúvas, doentes e presos.

“Não recebemos esses alimentos como pão comum e bebida comum… esse alimento sobre o qual se rendeu graças pela oração da palavra que vem dele é a carne e o sangue daquele Jesus que se fez carne.” (cap. 66)

“No dia chamado do Sol reúnem-se todos num mesmo lugar… leem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas, quanto o tempo permite.” (cap. 67)

Na catequese, alimenta a aula 14 (fé e razão), a aula 19 (Batismo e Eucaristia) e sobretudo a aula 22: leia os capítulos 65 a 67 em voz alta com o grupo e deixe que se espantem com a semelhança com a Missa de hoje.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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