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Escrita por volta do ano 107, a partir de Trôade, quando Santo Inácio de Antioquia já se aproximava do martírio em Roma, esta carta agradece a hospitalidade da Igreja de Esmirna — onde o bispo era São Policarpo — e enfrenta de peito aberto a heresia docetista, que ensinava que Cristo teria sofrido apenas “em aparência”, sem corpo real.

Nos primeiros capítulos, Inácio confessa que Jesus é verdadeiramente da linhagem de Davi, verdadeiramente nascido de uma virgem, verdadeiramente pregado na cruz sob Pôncio Pilatos, e que ressuscitou na própria carne. Se tudo fosse aparência, diz ele, seu próprio martírio seria em vão. Depois denuncia a incoerência dos hereges, que se afastam da caridade e da Eucaristia:

“Eles se abstêm da Eucaristia e da oração, porque não confessam que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nossos pecados.” (cap. 7)

A carta culmina na doutrina da unidade em torno do bispo, com a frase que contém o primeiro uso conhecido da expressão “Igreja católica” em toda a literatura cristã:

“Onde aparecer o bispo, ali esteja a comunidade, assim como onde está Jesus Cristo, ali está a Igreja católica.” (cap. 8)

Nada que diga respeito à Igreja — Batismo, Eucaristia, ágape — deve ser feito sem o bispo, testemunho preciosíssimo da estrutura hierárquica já no início do século II.

Na catequese, a carta sustenta a aula 11 (a Igreja una, santa, católica e apostólica: aqui nasce a palavra “católica”) e a aula 19 (os sacramentos celebrados em comunhão com os pastores legítimos).

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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