Acessar a obra ↗

Pequeno escrito anônimo do século II, redescoberto num manuscrito de Estrasburgo em 1436 e perdido num incêndio em 1870 — o texto sobrevive apenas em cópias. O autor se apresenta apenas como “discípulo” (Mathetes) e responde a um pagão culto chamado Diogneto, que fizera três perguntas: em que Deus os cristãos confiam, como o adoram, e por que essa “nova raça” apareceu no mundo só agora, e não antes.

A resposta é uma das mais elegantes apologias antigas. Os primeiros capítulos criticam a idolatria pagã e o ritualismo judaico; o coração do escrito (caps. 5-6) descreve os cristãos como gente sem país próprio, indistinguível dos vizinhos no vestir, no comer e no falar, e distinta apenas pelo modo de viver:

“Habitam sua própria pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos e tudo suportam como estrangeiros. Toda terra estrangeira lhes é pátria, e toda pátria lhes é terra estrangeira.” (cap. 5)

“Numa palavra: o que a alma é no corpo, isso são os cristãos no mundo.” (cap. 6)

Os capítulos 8-9 anunciam a Encarnação: Deus não enviou o Filho para condenar, mas para salvar; e a Redenção é celebrada num grito de admiração:

“Ó doce troca! Ó obra insondável! Ó benefícios inesperados! Que a iniquidade de muitos ficasse oculta num só justo, e que a justiça de um só justificasse muitos iníquos.” (cap. 9)

Na catequese, o texto ilumina a aula 2 (o que é ser cristão), a aula 16 (a fé diante do mundo e da cultura), e as aulas 26-27 (doutrina social e vida em comunidade): os cristãos são a alma que sustenta a cidade, não uma seita à parte dela.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

← Voltar à biblioteca