Instruções aos Catecúmenos
As exortações de Crisóstomo a quem ia ser batizado: renunciar a Satanás, assinar contrato com Cristo e guardar sem mancha a veste recebida.
João Crisóstomo — o “boca de ouro” — era ainda presbítero em Antioquia, por volta de 388-390, quando pregou estas duas instruções aos catecúmenos que se preparavam para o Batismo na Vigília Pascal. Antioquia era uma cidade grande e barulhenta, com teatro, hipódromo e banhos, e boa parte do que ele diz nasce dessa concorrência: a fé recém-recebida terá de sobreviver ao ambiente.
A primeira instrução explica o que o Batismo faz. Não é só perdão de pecados: é banho de regeneração, sepultura e ressurreição, adoção filial, entrada numa vida inteiramente nova. Crisóstomo comenta os nomes que a Escritura e a liturgia dão ao sacramento e insiste que o batizado passa a chamar-se “fiel” e “recém-iluminado”. A segunda instrução se concentra no rito da renúncia e do compromisso, tomado como um contrato público firmado diante de testemunhas, e nas consequências morais: nada de juramentos, de vinganças, de ostentação, de espetáculos que apagam a graça; muita atenção aos pobres.
“Vais ser chamado recém-iluminado, porque a tua luz é sempre nova, se quiseres, e jamais se apaga.” (Segunda Instrução, 1)
“Guarda, portanto, a veste que recebeste. Pois, se a perderes, não poderás mais usá-la, nem comprá-la.” (Segunda Instrução, 2)
“Renuncio a ti, Satanás, à tua pompa e ao teu serviço” — e, na sequência, o candidato declara alistar-se sob Cristo (Segunda Instrução, 5).
Na catequese, é leitura preciosa para a aula 19 (o rito do Batismo explicado por dentro, com a renúncia, a profissão de fé e a veste branca) e para a aula 28, no encerramento: o Batismo não é ponto de chegada, mas o começo de uma vida a ser guardada.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).