Sobre a Oração
O mais antigo comentário do Pai Nosso que chegou até nós: a oração dominical como "resumo de todo o Evangelho".
Tertuliano, o primeiro grande escritor cristão de língua latina, compôs este pequeno tratado em Cartago por volta do ano 200, dirigindo-se sobretudo aos catecúmenos e recém-batizados. É o mais antigo comentário do Pai Nosso que se conservou — anterior aos de São Cipriano, de Orígenes e de Santo Agostinho, que beberam dele.
A obra tem duas partes. Na primeira, Tertuliano percorre a oração do Senhor pedido por pedido: o “Pai nosso” como profissão de fé e sinal da nossa filiação, a santificação do Nome, a vinda do Reino, o pão de cada dia (que ele lê também em chave eucarística), o perdão das ofensas e a proteção contra a tentação. Na segunda, trata das questões práticas da oração cristã: as disposições do coração, a necessidade de perdoar antes de rezar, os gestos e a postura, o ósculo da paz, as horas de oração e a força da oração feita em comum. Termina com um elogio vibrante do poder da oração.
“Na Oração está compreendido um resumo de todo o Evangelho.” (cap. 1)
“A oração é a muralha da fé, nossas armas e dardos contra o inimigo que nos espreita de todos os lados.” (cap. 29)
Na catequese, apoia a aula de Oração da Semana Santa e a aula do Pai Nosso: mostra que, já no ano 200, a Igreja ensinava seus catecúmenos a rezar exatamente como fazemos hoje — pedido por pedido, com o coração reconciliado.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).