Sobre o Batismo
O mais antigo tratado sobre o Batismo: "nós, peixinhos, nascemos na água, seguindo o nosso Peixe, Jesus Cristo".
Escrito em Cartago por volta do ano 200, é o único tratado dedicado exclusivamente ao Batismo que nos chegou do período anterior ao Concílio de Niceia. Tertuliano o redigiu para responder a uma seita gnóstica (os cainitas) que negava o valor do sacramento: como poderia a simples água dar a vida eterna?
A resposta é uma teologia completa da água: desde a criação, quando o Espírito pairava sobre as águas, Deus preparou esse elemento para santificar; o dilúvio, a passagem do Mar Vermelho e o Jordão anunciam o Batismo. Tertuliano descreve em seguida o rito — a água, a unção, a imposição das mãos — e responde a questões que se tornaram clássicas: há um só Batismo; o martírio é um “batismo de sangue”; a Páscoa e Pentecostes são os tempos mais aptos para batizar; e ninguém deve adiar por descuido aquilo de que depende a salvação. Curiosamente, ao recomendar que se espere a criança crescer antes de batizá-la, ele nos dá um testemunho indireto de que o batismo de crianças já era praticado no século II.
“Feliz o nosso sacramento da água, porque, lavando os pecados da nossa antiga cegueira, somos libertados para a vida eterna!” (cap. 1)
“Nós, peixinhos, segundo o exemplo do nosso ΙΧΘΥΣ [Peixe] Jesus Cristo, nascemos na água, e só permanecendo nela estamos salvos.” (cap. 1)
Na catequese, apoia a aula dos sacramentos da Iniciação Cristã: mostra a fé da Igreja no Batismo como novo nascimento desde as origens.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).