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Teófilo, sexto ou sétimo bispo de Antioquia, escreveu por volta do ano 180 estes três livros dirigidos a Autólico, um amigo pagão culto que zombava da fé cristã e o desafiava a mostrar-lhe o seu Deus. É a única obra sua que se conservou.

O Livro I responde ao desafio de frente. Deus não se vê com os olhos do corpo, mas com os olhos da alma — e uma alma enferrujada pelo pecado não enxerga, assim como um espelho embaçado não reflete. Daí a resposta que se tornou célebre:

“Mostra-me o teu homem, e eu te mostrarei o meu Deus.” (Livro I, cap. 2)

O Livro II é o coração da obra: uma longa exposição dos primeiros capítulos do Gênesis, contrapondo a coerência do relato bíblico às contradições dos poetas e filósofos gregos. Teófilo afirma a criação a partir do nada, explica o paraíso, a liberdade dada ao homem e a origem do mal na desobediência, e faz uma observação que entrou para a história da doutrina cristã ao comentar os três primeiros dias da criação:

“Os três dias que precederam a criação dos luminares são tipos da Tríade: de Deus, do seu Verbo e da sua Sabedoria.” (Livro II, cap. 15)

É a primeira vez que a palavra grega triás — Tríade, Trindade — aparece na literatura cristã. Teófilo também é o primeiro autor conhecido a citar explicitamente o Evangelho de João como Escritura inspirada.

O Livro III defende a moral cristã contra as calúnias correntes e desenvolve uma longa cronologia bíblica para provar que Moisés é muito anterior a qualquer escritor grego — argumento de autoridade caro aos apologistas: a verdade cristã é mais antiga que a sabedoria pagã.

Na catequese, a obra serve à aula 7 (Deus criador, o modo de conhecê-lo e a primeira semente do vocabulário trinitário): a pergunta de Autólico é exatamente a que os adultos ainda fazem hoje.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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