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Rufino (c. 345-411), presbítero de Aquileia, monge no Egito e na Palestina, é lembrado sobretudo como tradutor: verteu para o latim Orígenes, Eusébio e boa parte da literatura grega cristã, o que lhe custou uma célebre e amarga polêmica com seu antigo amigo São Jerônimo. Por volta de 404, a pedido do bispo Lourenço, escreveu este comentário destinado a quem se preparava para os sacramentos.

O livro é um curso de catequese batismal. Rufino explica primeiro a própria palavra “símbolo” — sinal de reconhecimento entre os fiéis e, ao mesmo tempo, aquilo que foi posto em comum — e transmite a tradição, já corrente em seu tempo, de que os apóstolos, antes de se dispersarem, teriam reunido cada qual sua contribuição para formar a regra única da pregação. Depois avança artigo por artigo: o Pai onipotente, o Filho único, o nascimento da Virgem, a paixão sob Pôncio Pilatos, a ressurreição, a Igreja, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne.

Seu valor histórico é excepcional. Rufino compara palavra por palavra o Símbolo de Aquileia com o de Roma, e é a fonte mais antiga a comentar o artigo “desceu à mansão dos mortos” — observando que ele não constava então do Credo romano nem dos orientais, e que seu sentido está ligado ao “foi sepultado”. Registra também que Roma dizia “a ressurreição desta carne”, gesto que se fazia apontando para o próprio corpo. E, ao final, oferece uma das primeiras listas latinas dos livros canônicos da Escritura.

Na catequese, é o apoio direto da aula 7 (o Credo: o que professamos e por quê), útil para mostrar que a fé se transmitiu desde o início em fórmulas breves, memorizáveis e comuns a toda a Igreja.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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