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Lactâncio (c. 250–c. 325), retórico norte-africano, foi chamado pelo imperador Diocleciano para ensinar em Nicomédia — e ali se converteu ao cristianismo. Quando estourou a Grande Perseguição (303), perdeu a cátedra e respondeu com a pena: escreveu As Instituições Divinas (c. 304–313), a primeira exposição sistemática da fé cristã em latim. Anos depois, Constantino o escolheu como preceptor de seu filho Crispo; os humanistas do Renascimento o chamariam de “Cícero cristão” pela elegância do seu estilo.

A obra tem sete livros: os três primeiros desmontam a falsa religião dos deuses pagãos, a origem do erro e a falsa sabedoria dos filósofos; os quatro seguintes apresentam a verdadeira sabedoria e religião — que só em Cristo se encontram unidas —, a justiça, o verdadeiro culto e a vida bem-aventurada. Escrevendo para pagãos cultos, Lactâncio quase não cita a Escritura: argumenta com os poetas, os filósofos e a razão, para mostrar que o cristianismo é a resposta àquilo que a própria filosofia buscava. No livro 6, ensina que o verdadeiro culto a Deus é inseparável da misericórdia e da justiça para com o próximo.

“A religião não pode ser imposta pela força; a questão deve ser tratada com palavras, e não com golpes, para que a vontade seja movida.” (livro 5, cap. 19)

Na catequese, as Instituições servem às aulas sobre o culto ao Deus verdadeiro, sobre o diálogo da fé com a cultura e sobre a justiça: um cristão perseguido que responde sem violência, com razões e com caridade.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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