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João Damasceno (c. 675-749) nasceu em Damasco e serviu na administração do califado antes de se tornar monge no mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Viveu, portanto, fora do Império, o que lhe deu liberdade para escrever contra a política iconoclasta do imperador Leão III. Sua obra maior, a Fonte do Conhecimento, tem três partes; esta é a terceira e a mais famosa: a Exposição Exata da Fé Ortodoxa, cem capítulos que a tradição latina dividiu em quatro livros. É considerado o último dos grandes Padres gregos, e sua síntese virou manual — Pedro Lombardo e São Tomás de Aquino o citam constantemente.

O Livro I trata de Deus: sua incompreensibilidade, seus atributos, e a Trindade — um só Deus em três Pessoas que se contêm mutuamente sem confusão, doutrina que ele expõe com a imagem clássica da pericorese, a inabitação recíproca. O Livro II percorre a criação: os anjos, o mundo visível, o homem feito à imagem de Deus, o livre-arbítrio e a providência. O Livro III concentra-se na Encarnação e nas duas naturezas e duas vontades de Cristo, recolhendo o legado dos concílios de Calcedônia e Constantinopla III. O Livro IV fecha com a ressurreição, o Batismo, a Eucaristia, a Virgem Maria, o culto das imagens e a Escritura.

Do Livro III vem a definição de oração que o Catecismo da Igreja Católica retomou palavra por palavra:

“A oração é a elevação da alma a Deus, ou o pedido a Deus dos bens convenientes.” (Livro III, cap. 24)

Sobre as imagens, ele argumenta que a honra prestada à imagem passa ao modelo representado, e que negar a licitude das imagens é, no fundo, negar que Deus assumiu de verdade a matéria em Cristo.

Na catequese, o Livro I é ótimo apoio para a aula 10, quando se explica o Espírito Santo e a vida trinitária de Deus com precisão de linguagem.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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