Epístola aos Magnésios
Os cristãos já não guardam o sábado, mas vivem segundo o Dia do Senhor: a Nova Aliança em uma carta do ano 107.
Durante sua parada em Esmirna, a caminho do martírio em Roma (c. 107), Santo Inácio de Antioquia recebeu a visita de delegados da Igreja de Magnésia do Meandro: o jovem bispo Damas, dois presbíteros e um diácono. Em agradecimento, escreveu esta carta, que trata de dois perigos concretos da comunidade: a tentação de desprezar o bispo por causa de sua pouca idade e a influência de cristãos “judaizantes”, que queriam manter as observâncias da antiga Lei.
Ao primeiro problema, Inácio responde que a obediência não se presta à idade do homem, mas a Deus, bispo invisível de todos; nada se deve fazer sem o bispo e os presbíteros, pois a comunidade reunida em concórdia é como um coro que canta a Deus por Jesus Cristo. Ao segundo, responde com a distinção mais nítida da literatura primitiva entre a Antiga e a Nova Aliança: os profetas, que viveram na esperança de Cristo, já apontavam para além do sábado.
“Os que viviam na antiga ordem das coisas chegaram à nova esperança, já não guardando o sábado, mas vivendo segundo o dia do Senhor, no qual também a nossa vida ressurgiu por meio dele e da sua morte.” (cap. 9)
“É absurdo falar de Jesus Cristo e judaizar; pois não foi o cristianismo que creu no judaísmo, mas o judaísmo no cristianismo.” (cap. 10)
Inácio também insiste na realidade histórica de Jesus: nascido, perseguido e crucificado verdadeiramente sob Pôncio Pilatos.
Na catequese, a carta ilumina a aula 14, mostrando como a Igreja nascente compreendeu o cumprimento da Lei antiga em Cristo e a passagem do sábado ao domingo, dia da Ressurreição.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).