Epístola aos Efésios
A caminho do martírio (c. 107), Inácio celebra a unidade em torno do bispo e chama a Eucaristia de "remédio da imortalidade".
Santo Inácio, bispo de Antioquia da Síria, escreveu esta carta por volta do ano 107, enquanto era conduzido preso através da Ásia Menor para ser lançado às feras em Roma. Durante a parada em Esmirna, recebeu uma delegação da Igreja de Éfeso, chefiada pelo bispo Onésimo, e ditou esta epístola — a mais longa das sete autênticas — para agradecer a caridade dos efésios e exortá-los à unidade.
A carta louva a concórdia da comunidade com seu bispo, usando a célebre imagem musical: o presbitério deve estar afinado com o bispo “como as cordas com a lira”, para que a Igreja inteira cante Jesus Cristo em harmonia (cap. 4). Inácio adverte contra os mestres de doutrinas falsas, resume a fé na Encarnação numa fórmula admirável — um só médico, carnal e espiritual, gerado e não gerado, Deus feito homem (cap. 7) — e pede que os fiéis se reúnam com frequência para a Eucaristia, na qual todo poder do maligno é destruído.
“É melhor calar-se e ser cristão do que falar e não o ser.” (cap. 15)
“Parti um só pão, que é remédio da imortalidade, antídoto para não morrermos, mas para vivermos sempre em Jesus Cristo.” (cap. 20)
Na catequese, a carta serve à aula 8 (a fé na Encarnação, com a fórmula do “um só médico”), à aula 22 (a Eucaristia como remédio da imortalidade) e à aula 27 (a vida em comunidade como sinfonia de vozes afinadas com os pastores).
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).