Orações (Discursos Teológicos)
Os cinco Discursos Teológicos pregados em Constantinopla em 380 — a exposição da Trindade que valeu a Gregório o título de "o Teólogo".
São Gregório Nazianzeno (c. 329-390) é, com São Basílio e São Gregório de Nissa, um dos três Padres Capadócios. Em 379 chegou a Constantinopla, cidade dominada havia décadas pelo arianismo, para pastorear uma comunidade nicena reduzida a uma capela doméstica, a Anastásia. Foi ali, no verão-outono de 380, que pregou os cinco Discursos Teológicos (Orações 27 a 31), contra eunomianos e macedonianos. O sucesso foi tal que a Igreja lhe deu um título dado antes só a São João Evangelista: “o Teólogo”. No ano seguinte presidiria por algum tempo o Concílio de Constantinopla.
Esta seleção de orações traz, além dos cinco discursos trinitários, sermões sobre a Páscoa, o Natal, o Batismo e o célebre panegírico de São Basílio. Os Discursos Teológicos seguem uma ordem clara: o primeiro estabelece quem pode falar de Deus e em que condições; o segundo trata do conhecimento de Deus e dos limites da razão; o terceiro e o quarto defendem a divindade do Filho; o quinto, a divindade e a personalidade do Espírito Santo.
“É difícil conceber Deus, mas defini-lo em palavras é impossível.” (Oração 28, 4)
Sobre a pedagogia divina na revelação do Espírito, Gregório oferece uma das páginas mais citadas de toda a patrística:
“O Antigo Testamento proclamou abertamente o Pai, e o Filho de modo mais obscuro. O Novo manifestou o Filho e insinuou a divindade do Espírito. Agora o próprio Espírito habita entre nós e nos dá uma demonstração mais clara de si mesmo.” (Oração 31, 26)
Na catequese, os discursos sustentam a aula 10 (Creio IV — Creio no Espírito Santo): explicam por que a Igreja levou tempo para formular o que sempre viveu, e por que o Espírito é adorado e glorificado com o Pai e o Filho.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).