Regra Pastoral
O manual clássico do pastor de almas: quem pode ensinar, como deve viver e como adaptar a mesma verdade a cada ouvinte.
Escrita por volta de 590, logo depois que Gregório — monge relutante, arrancado do mosteiro para o trono de Pedro — foi eleito bispo de Roma, a Regra Pastoral nasceu como resposta a quem o censurava por ter tentado fugir do encargo. Gregório explica por que o governo das almas é coisa temível, e acaba escrevendo o manual de formação de pastores mais influente da história da Igreja latina: foi traduzido para o grego ainda em vida, entregue aos bispos francos como livro de cabeceira e vertido para o inglês antigo pelo rei Alfredo.
A obra tem quatro partes. A primeira pergunta quem pode legitimamente assumir o cuidado das almas e denuncia os que buscam o cargo por ambição. A segunda descreve a vida que o pastor deve levar — pureza de intenção, discrição, exemplo antes da palavra. A terceira, a maior de todas, é uma obra-prima de discernimento: trinta e seis pares de ouvintes contrastantes (os alegres e os tristes, os pobres e os ricos, os tímidos e os atrevidos, os casados e os continentes) que devem ser exortados de modos diferentes, porque o mesmo remédio não cura doenças opostas. A quarta é uma breve exortação final à humildade, para que o pregador não se perca justamente ao pregar bem.
Duas sentenças ficaram célebres:
“A arte das artes é o governo das almas.” (Livro I, cap. 1)
“Ninguém causa mais dano na Igreja do que aquele que, agindo perversamente, tem o nome ou a categoria de santidade.” (Livro I, cap. 2)
Do Livro II, cap. 5, vem o retrato ideal do pastor: próximo de cada um pela compaixão, e elevado acima de todos pela contemplação.
Na catequese, a obra sustenta a aula 1 (o catequista como quem foi chamado, não como quem se autopromoveu) e a aula 20 (a vocação e o serviço dos ministros na Igreja).
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).