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Eusébio, bispo de Cesareia na Palestina, publicou a redação final desta obra por volta de 324-325, depois de tê-la revisto várias vezes ao longo de décadas. Ele testemunhara pessoalmente a Grande Perseguição de Diocleciano — viu morrer seu mestre e amigo Pânfilo — e depois assistiu à virada de Constantino. Tinha acesso à biblioteca de Cesareia, herdada de Orígenes, e resolveu fazer algo que ninguém fizera: escrever a história do cristianismo desde o princípio, citando documentos.

Ele anuncia o plano logo na abertura:

“É meu propósito escrever a respeito das sucessões dos santos apóstolos, e dos tempos decorridos desde o nosso Salvador até nós.” (Livro I, cap. 1)

São dez livros. Os primeiros tratam de Cristo e da era apostólica; os seguintes acompanham, século a século, as sucessões episcopais das grandes sedes, os escritores eclesiásticos, as heresias, a formação do cânon das Escrituras (Livro III, cap. 25, com sua lista de livros aceitos e discutidos) e, sobretudo, os mártires. O Livro V se abre com a carta das Igrejas de Lyon e Viena sobre a perseguição de 177 e a escrava Blandina; o Livro VIII narra a perseguição que Eusébio viu com os próprios olhos; o Livro X termina com a paz da Igreja e os documentos imperiais de tolerância.

Seu valor é insubstituível: quase tudo o que sabemos de Pápias, de Hegesipo e de dezenas de obras perdidas chegou até nós porque Eusébio as transcreveu. Também é dele o relato da controvérsia sobre a data da Páscoa, no fim do século II, quando o papa Vítor quis excomungar as Igrejas da Ásia que a celebravam no dia 14 de Nisã e Santo Irineu interveio pedindo paz (Livro V, caps. 23-25).

Na catequese, a obra sustenta a aula 4 (a Tradição verificável: sucessão apostólica e formação do cânon) e a aula 23 (a origem histórica do ano litúrgico e da data da Páscoa).

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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