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A Epístola de Barnabé é um dos escritos cristãos mais antigos que chegaram até nós fora do Novo Testamento. Apesar do nome, os estudiosos não a atribuem ao companheiro de São Paulo: o autor é desconhecido, provavelmente de Alexandria, e o texto foi escrito depois da destruição do Templo (ano 70) e antes da reconstrução de Jerusalém por Adriano — data mais provável entre 70 e 135. Foi tão estimada que o Codex Sinaiticus, do século IV, a traz logo depois dos livros do Novo Testamento, seguida de O Pastor de Hermas. A Igreja não a recebeu no cânon, mas guardou-a como testemunho precioso da fé daquela primeira hora.

O escrito tem duas partes. A primeira, doutrinal, sustenta que as Escrituras de Israel foram desde sempre livros cristãos: as prescrições sobre sacrifícios, circuncisão, alimentos puros e impuros, jejum e sábado devem ser lidas segundo o seu sentido espiritual e profético, que aponta para Cristo, sua Paixão e sua Igreja. A segunda parte é moral e apresenta a doutrina dos Dois Caminhos — o caminho da luz, guardado pelos anjos de Deus, e o caminho das trevas —, a mesma catequese batismal que aparece na Didaqué.

O capítulo 15, sobre o sábado, contém um dos testemunhos mais antigos da razão pela qual os cristãos guardam o domingo:

“Por isso celebramos com alegria o oitavo dia, no qual também Jesus ressuscitou dos mortos.” (cap. 15)

O “oitavo dia” é o dia depois do sábado: o primeiro da nova criação, começo de um tempo que não se repete em ciclos, mas caminha para a plenitude.

Na catequese, a epístola serve à aula 14 (2º e 3º mandamentos): mostra que o domingo cristão não é um sábado deslocado por conveniência, mas o dia da Ressurreição, celebrado assim desde as primeiras gerações.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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