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A obra nasceu de um episódio constrangedor. Por volta de 371, em Antioquia, João e seu amigo Basílio foram apontados juntos para o episcopado. Combinaram decidir em conjunto — mas João, convencido de que não era digno, escondeu-se e deixou que apenas Basílio fosse ordenado. Anos depois, por volta de 386, já perto de sua própria ordenação presbiteral, ele escreveu este diálogo em seis livros, meio pedido de desculpas ao amigo, meio tratado: por que fugir do sacerdócio pode ser o maior sinal de que se leva a sério o que ele é.

O livro I narra o episódio e defende o estratagema. Os livros II e III expõem a grandeza do ministério: apascentar as ovelhas de Cristo é a prova do amor pedido a Pedro, e o poder de perdoar pecados e de oferecer o sacrifício ultrapassa tudo o que anjos e homens conhecem. Os livros IV a VI viram o foco para o peso da tarefa — a necessidade da pregação bem preparada, a exposição às críticas, o perigo da vaidade e da ambição, a solidão do pastor, o cuidado das viúvas, dos pobres e dos doentes, e a comparação constante com a vida mais tranquila do monge.

“O ofício sacerdotal é exercido na terra, mas pertence à ordem das coisas celestes.” (livro III, 4)

“Quando vês o Senhor imolado e posto sobre o altar, e o sacerdote de pé, orando sobre a vítima, e todos os presentes purpurados por aquele sangue precioso, podes ainda pensar que estás entre os homens e sobre a terra?” (livro III, 4)

Na catequese, é o texto de apoio da aula 20, sobre os sacramentos do serviço: ajuda a mostrar que o padre não é um funcionário religioso, e ao mesmo tempo humaniza o ministro — a obra é honesta sobre o medo, o cansaço e as tentações de quem carrega esse ofício.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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