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Clemente dirigiu a escola catequética de Alexandria por volta do ano 200, numa cidade cosmopolita e rica, cheia de convertidos vindos da cultura grega que precisavam aprender não só o que crer, mas como viver. O Instrutor é o segundo volume de sua trilogia: o Protréptico convida o pagão à fé, o Pedagogo educa os costumes do recém-convertido e os Stromata aprofundam a doutrina.

O primeiro livro apresenta o Pedagogo — que não é um mestre humano, mas o próprio Verbo de Deus, ao mesmo tempo severo e cheio de ternura, médico das almas que corrige por amor. Clemente insiste que a finalidade dessa pedagogia é prática: melhorar a alma, e não apenas informar a inteligência. Os livros II e III são uma surpresa para quem espera abstrações: descem ao detalhe miúdo do cotidiano — o que comer e beber, como se portar num banquete, o riso e as conversas, os perfumes e as joias, o vestuário, o calçado, os banhos públicos, o sono, o uso do dinheiro, o cuidado do corpo e o comportamento dos esposos. Sempre com o mesmo critério: sobriedade, decoro e liberdade interior, porque o cristão é reconhecido menos pelo discurso do que pelos hábitos.

“A maior de todas as lições é conhecer-se a si mesmo; pois quem conhece a si mesmo conhecerá a Deus.” (livro III, cap. 1)

A obra se encerra com o Hino a Cristo Salvador, um dos mais antigos hinos cristãos que chegaram até nós, que chama o Senhor de freio de potros indomáveis, asa de aves errantes, leme seguro das naus e pastor dos cordeiros reais.

Na catequese, é o apoio das aulas 13, 15 e 17, quando se trata da vida moral concreta: mostrar que o Evangelho toca a mesa, o corpo, a casa e o bolso — e que isso não é novidade moderna, mas catequese do século II.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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