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João Cassiano (c. 360–435) passou longos anos entre os monges do deserto do Egito, ouvindo os grandes abades ao lado do amigo Germano. Já estabelecido em Marselha, onde fundou mosteiros, escreveu as Conferências (por volta de 420–429) para transplantar à Gália a sabedoria espiritual do deserto — e foi por meio dele que ela chegou a todo o Ocidente.

A obra reúne 24 conferências em forma de diálogo com os abades egípcios. Logo na primeira, o abade Moisés define o alvo de toda a vida espiritual; seguem-se o discernimento, as tentações, a luta contra os pensamentos, a relação entre graça e liberdade, a amizade — e, no centro, as célebres conferências 9 e 10 do abade Isaac sobre a oração, que incluem uma explicação do Pai-Nosso, petição por petição. São Bento prescreveu na sua Regra que as Conferências fossem lidas diariamente pelos monges.

“O fim da nossa profissão é o Reino de Deus; mas o alvo é a pureza de coração, sem a qual é impossível chegar àquele fim.” (Conferência 1, cap. 4)

“Ó Deus, vinde em meu auxílio; Senhor, apressai-vos em socorrer-me.” (Sl 69,2) — o versículo que o abade Isaac ensina a repetir sem cessar, em toda ocupação e provação (Conferência 10, cap. 10), e que até hoje abre cada hora da Liturgia das Horas.

Na catequese, as Conferências servem às aulas sobre a oração: mostram que rezar sempre não é multiplicar palavras, mas simplificar o coração — e oferecem um comentário antiquíssimo do Pai-Nosso para acompanhar a leitura do Sermão da Montanha.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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