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Basílio, bispo de Cesareia da Capadócia, escreveu este tratado em 375, a pedido de seu amigo Anfilóquio de Icônio. A ocasião foi concreta e quase banal: Basílio havia usado na liturgia a doxologia “glória ao Pai com o Filho, juntamente com o Espírito Santo”, e foi acusado de inovação, pois o costume era dizer “ao Pai pelo Filho no Espírito Santo”. Por trás da preposição estava a questão de fundo — o Espírito é Deus, ou apenas um instrumento e uma criatura, como sustentavam os pneumatômacos?

A resposta de Basílio é um curso completo de teologia trinitária. Ele mostra que as preposições não medem dignidade, percorre a Escritura para provar que ao Espírito são atribuídas obras que só Deus faz (criar, santificar, perdoar, ressuscitar) e conclui pela isotimia: ao Espírito se deve a mesma honra e a mesma adoração que ao Pai e ao Filho. Um dos capítulos mais citados descreve o que o Espírito opera em nós — o retorno ao paraíso, a adoção filial, a liberdade, a participação na vida divina. Outro é decisivo para a doutrina da Tradição: nem tudo o que a Igreja crê e faz está por escrito.

“A honra prestada à imagem passa ao protótipo.” (cap. 18, 45)

“Dos dogmas e proclamações guardados na Igreja, uns nos vêm do ensinamento escrito, outros recebemos da tradição dos apóstolos; e ambos têm a mesma força para a piedade.” (cap. 27, 66)

Nomeadamente por causa desta obra, o Concílio de Constantinopla (381) acrescentou ao Credo que o Espírito Santo “com o Pai e o Filho é adorado e glorificado” — as próprias palavras de Basílio, que morreu dois anos antes do concílio.

Na catequese, é o texto-base da aula 10 e ajuda a preparar a Crisma: mostra que o Espírito não é uma energia impessoal, mas a terceira Pessoa divina que age em nós.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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