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Santo Ambrósio foi bispo de Milão de 374 a 397 e é o mesmo que batizou Santo Agostinho na Vigília Pascal de 387. Esta pequena obra reúne as instruções que ele dirigia, na semana da Páscoa, aos que acabavam de ser batizados na noite anterior. É o que se chama de mistagogia: a explicação dos ritos vem depois de tê-los vivido, porque a Igreja antiga entendia que a luz dos mistérios convence melhor quando o catecúmeno já a experimentou por dentro.

O tratado percorre a celebração na mesma ordem em que ela acontecia. Começa pelos ritos preparatórios — o Effetá (“abre-te”) sobre os ouvidos e as narinas, a renúncia ao demônio feita de frente para o Ocidente, a unção com o óleo dos catecúmenos. Passa depois às figuras do Antigo Testamento que anunciam o Batismo (o dilúvio, o mar Vermelho, a coluna de fogo, as águas de Mara, a piscina de Betsaida, Naamã no Jordão), à tríplice imersão em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ao selo espiritual da Crisma com seus sete dons e, no fim, à Eucaristia, com uma afirmação vigorosa da presença real.

O ponto que Ambrósio repete é sempre o mesmo: não olhes só o que os olhos veem.

“Crê, portanto, que ali está a presença da Divindade. Crês na ação e não crês na presença?” (cap. 3, 8)

“Pois esse sacramento que recebes é feito o que é pela palavra de Cristo.” (cap. 9, 52)

Na catequese, é a leitura ideal para a aula 19: mostra que os sacramentos da Iniciação Cristã não são gestos simbólicos inventados depois, mas ritos já celebrados e explicados no século IV, praticamente com as mesmas palavras que usamos hoje.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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