O Sermão da Montanha de Nosso Senhor
Comentário de Mateus 5-7: para Agostinho, o Sermão da Montanha é a norma perfeita da vida cristã, e leva a Lei do gesto ao coração.
Escrito por volta de 393-395, quando Agostinho ainda era presbítero em Hipona, este é o primeiro comentário cristão completo aos capítulos 5 a 7 de Mateus, e permaneceu como o mais influente do Ocidente. A convicção que o move está logo na abertura: quem ler com piedade e sobriedade o discurso do Senhor na montanha encontrará ali, no que toca aos costumes, a norma perfeita da vida cristã.
São dois livros. O primeiro comenta Mateus 5. Agostinho organiza as bem-aventuranças como uma escada de sete degraus — da pobreza de espírito à construção da paz —, associando cada degrau a um dom do Espírito Santo segundo Isaías 11; a oitava bem-aventurança, a dos perseguidos, não acrescenta um degrau novo, mas mostra o homem já perfeito voltando ao início. Depois vem a leitura das antíteses (“ouvistes o que foi dito… eu, porém, vos digo”): Cristo não abole a Lei, leva-a à plenitude, transferindo o julgamento do ato exterior para a raiz interior — a ira antes do homicídio, o olhar cobiçoso antes do adultério, a palavra verdadeira antes do juramento.
O segundo livro comenta Mateus 6 e 7 e é, na prática, um pequeno tratado sobre a oração. Ao explicar o Pai-Nosso, Agostinho vincula as sete petições às sete bem-aventuranças e aos sete dons, e insiste na intenção reta: esmola, jejum e oração feitos para serem vistos já receberam o seu pagamento. O livro termina com a advertência sobre os falsos profetas, a casa sobre a rocha e a diferença entre dizer “Senhor, Senhor” e fazer a vontade do Pai.
Na catequese, sustenta a aula 6, pela exposição do Pai-Nosso, e a aula 13, quando se mostra que os mandamentos não se cumprem apenas com as mãos, mas com o coração.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).