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Escritas entre 397 e 400, quando Agostinho (354–430) acabava de se tornar bispo de Hipona, no norte da África, as Confissões são uma longa oração dirigida a Deus — e, ao mesmo tempo, a primeira grande autobiografia da literatura ocidental. Agostinho conta a própria vida não para se exibir, mas para confessar: confessar os pecados e, sobretudo, confessar o louvor ao Deus que o perseguiu com misericórdia.

Os livros I a IX narram a trajetória: a infância, o furto das peras cometido pelo puro prazer de transgredir, os nove anos de maniqueísmo, a carreira de professor de retórica, as lágrimas incansáveis de Santa Mônica, a pregação de Santo Ambrósio em Milão, a conversão no jardim (“toma e lê”), o batismo na Páscoa de 387 e a morte de Mônica em Óstia. O livro X investiga o mistério da memória; os livros XI a XIII meditam sobre o tempo e a criação, comentando o início do Gênesis.

“Fizeste-nos para ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em ti.” (I, 1, 1)

“Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro de mim, e eu fora.” (X, 27, 38)

“Dá-me castidade e continência — mas não agora.” (VIII, 7, 17)

Na catequese, nas aulas 2, 12, 15 e 17, as Confissões são o testemunho vivo de que Deus busca cada pecador: servem para falar de conversão, de pecado e graça, e da oração como diálogo sincero com Deus. Há boas edições brasileiras (Paulus, Vozes).

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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