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Venâncio Fortunato (c. 530–c. 609), poeta nascido na Itália e formado em Ravena, fez carreira na Gália merovíngia e terminou a vida como bispo de Poitiers. É o autor de hinos que a Igreja canta até hoje, como o Vexilla Regis e o Pange lingua da Paixão. Este poema pascal foi endereçado ao seu amigo Félix, bispo de Nantes, para a celebração da Páscoa — a grande noite em que a Igreja antiga batizava os catecúmenos.

O poema, em elegantes dísticos latinos, contempla a primavera como espelho da Ressurreição: as flores que voltam, os campos que reverdecem, as aves que recomeçam a cantar — a criação inteira ressurge com o seu Senhor que volta do inferno vencedor. Venâncio celebra Cristo que despojou a morte, saúda os recém-batizados de vestes brancas e louva o pastor que os gerou para Deus na fonte batismal. Um trecho central ganhou vida própria na liturgia: é o hino processional Salve festa dies, cantado na Páscoa durante séculos em todo o Ocidente.

“Salve, dia de festa, venerável por todos os séculos, em que Deus venceu o inferno e possui os astros!” (v. 39)

Na catequese, o poema serve às aulas sobre a oração e sobre o ano litúrgico: mostra que a fé no Ressuscitado não se exprime só em fórmulas, mas em beleza — e que a Páscoa é o coração de todo o ano cristão, a festa da qual todas as outras nascem.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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