Acessar a obra ↗

Pequeno tratado em doze capítulos, escrito em Cartago por volta do ano 203, ainda na fase plenamente católica de Tertuliano. É um dos documentos mais preciosos sobre a disciplina penitencial da Igreja antiga.

Tertuliano começa definindo o arrependimento verdadeiro: não um remorso passageiro, mas uma mudança de mente e de vida diante de Deus, que “não quer a morte do pecador, mas que se converta”. Trata primeiro da penitência que prepara o Batismo — que perdoa todos os pecados — e depois enfrenta a questão delicada: e quem peca gravemente depois de batizado? Sua resposta é a “segunda penitência”, concedida uma única vez: a exomologese, confissão pública acompanhada de jejum, veste humilde, prostração e pedido de intercessão dos irmãos e dos presbíteros. É o embrião histórico do que a Igreja viria a celebrar no sacramento da Confissão.

“O Senhor determinou que o perdão fosse concedido ao preço do arrependimento.” (cap. 6)

Deus “colocou no vestíbulo a segunda penitência, que se abre aos que batem; mas uma vez somente, porque já é a segunda”. (cap. 7)

No capítulo final, exorta o pecador a lançar-se sobre a penitência como o náufrago se agarra a uma tábua — imagem que a tradição consagrou ao chamar a Confissão de “segunda tábua de salvação depois do naufrágio”.

Na catequese, apoia a aula sobre o Pecado e a aula dos sacramentos de Cura: testemunha que, desde as origens, a Igreja perdoou os pecados cometidos após o Batismo — e que esse perdão custa conversão.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

← Voltar à biblioteca