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Composta em Cartago no ano 197 e endereçada aos governadores das províncias romanas, a Apologia é a obra mais célebre de Tertuliano e o auge da literatura apologética latina. Escrevendo em plena era das perseguições, ele denuncia a injustiça do processo contra os cristãos: eram condenados pelo simples nome de “cristão”, sem que crime algum fosse provado.

Em cinquenta capítulos, Tertuliano desmonta uma a uma as calúnias populares — infanticídio, incesto, ateísmo, conspiração contra o império — e expõe o que os cristãos realmente creem e vivem: um só Deus criador, a oração pelo imperador, o culto semanal com a leitura das Escrituras, a caixa comum para sustentar órfãos, pobres e presos. O capítulo 39 é um retrato precioso da comunidade primitiva; o capítulo 9, ao responder à acusação de infanticídio, devolve a acusação aos pagãos, que expunham os próprios filhos, e registra uma das mais antigas condenações cristãs do aborto:

“Impedir o nascimento é apressar o homicídio; pouco importa arrancar uma vida já nascida ou destruí-la quando nasce: já é homem aquele que está para sê-lo.” (cap. 9)

“Vede, dizem, como eles se amam!” (cap. 39)

“O sangue dos cristãos é semente.” (cap. 50)

Na catequese, apoia a aula do 5º mandamento (“Não matarás”): o testemunho de que a defesa da vida desde o ventre não é bandeira recente, mas convicção cristã desde o século II — sustentada por uma comunidade que preferia morrer a matar.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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