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Orígenes (c. 185–253), mestre da escola catequética de Alexandria e o maior erudito bíblico da Igreja antiga, escreveu o De Principiis por volta de 220–230. Diante das interpretações conflitantes que circulavam em Alexandria, quis partir da regra de fé recebida dos Apóstolos e explorar, com ordem e rigor, as questões que ela deixava em aberto — o resultado foi a primeira exposição sistemática da teologia cristã. O original grego perdeu-se em grande parte; a obra chegou até nós sobretudo na tradução latina de Rufino de Aquileia.

São quatro livros: o primeiro trata de Deus, da Trindade e das criaturas espirituais; o segundo, do mundo e do homem — a encarnação do Verbo, a alma, a ressurreição; o terceiro, do livre-arbítrio, da luta contra o mal e da redenção; o quarto, da Sagrada Escritura, inspirada por Deus e dotada de vários sentidos, do literal ao espiritual. Algumas hipóteses especulativas de Orígenes (como a preexistência das almas) foram depois rejeitadas pela Igreja: lê-se com admiração e com discernimento. Sua doutrina dos sentidos da Escritura, porém, tornou-se patrimônio comum — o Catecismo ainda a ensina (CIC 115–119).

“Assim como o homem consiste em corpo, alma e espírito, do mesmo modo também a Escritura, que Deus dispôs para a salvação dos homens.” (livro 4)

Na catequese, o De Principiis apoia a aula sobre a Sagrada Escritura: Orígenes ensina a ler a Bíblia como um livro divino e humano, que pede mais do que a letra — pede a alma e o espírito do leitor.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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