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A história da igreja do Largo dos Pinheiros alcança as origens de um dos bairros mais antigos de São Paulo. Segundo a tradição local, a primeira capela da aldeia fundada no século XVI era dedicada a Nossa Senhora da Conceição dos Pinheiros. Por volta de 1640, a direção religiosa passou aos monges beneditinos do Mosteiro de São Bento, cuja capela na cidade tinha como padroeira Nossa Senhora do Monte Serrate. Eles estenderam o título à capela de Pinheiros. A paróquia atual foi canonicamente fundada em 1914, mas recebeu uma herança muito mais antiga.

O nome vem do santuário beneditino de Montserrat, na Catalunha. Há registro de uma ermida mariana na montanha em 888; o mosteiro foi fundado em 1025. A tradição sobre pastores, uma luz e o encontro da imagem é uma lenda devocional, cujo primeiro texto conhecido é de 1239. Já a imagem venerada hoje no santuário catalão é uma escultura românica de madeira do final do século XII.

Ela é chamada La Moreneta, “a moreninha”, por sua cor escura. Maria segura o globo, símbolo da criação; com a outra mão aponta a maternidade do Rei sentado em seu colo. Jesus abençoa e segura uma pinha, sinal de fecundidade e vida duradoura.

Em 2019 chegou da Espanha a réplica hoje entronizada no altar da paróquia de Pinheiros, esculpida por Joan Montero; sua base chegou em 2020. A imagem local torna visível uma comunhão de séculos entre montanha, mosteiro, bairro e paróquia.

Na catequese: conhecer a padroeira é reconhecer a história espiritual da casa onde a fé é celebrada. Monte Serrate não é apenas o nome na fachada: é um chamado a deixar Maria apontar, do altar, para o Filho que abençoa.

Citada nas aulas

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