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Segundo a tradição guadalupana, em dezembro de 1531 Maria apareceu no monte Tepeyac ao indígena cristão Juan Diego Cuauhtlatoatzin, então com cerca de 55 anos. Ela o enviou ao bispo para pedir a construção de um templo. Juan Diego não foi acreditado de imediato; voltou mais de uma vez e recebeu como sinal rosas colhidas fora de estação. Quando abriu diante do bispo a tilma — o manto em que carregava as flores —, a imagem de Nossa Senhora apareceu no tecido.

Na canonização de Juan Diego, em 2002, São João Paulo II chamou Guadalupe de “coração mariano do México e da América”. Destacou não uma curiosidade material, mas a maneira de Deus agir: escolheu um homem indígena, simples e humilde, como mensageiro. A própria imagem fala uma linguagem compreensível aos povos daquela terra e se tornou um ponto de encontro entre o Evangelho e a cultura americana.

O relato não apaga as feridas e ambiguidades da colonização. Pelo contrário: mostra Maria dirigindo-se a um homem que os poderosos tinham dificuldade de escutar e fazendo dele protagonista da evangelização. A lição catequética é direta: o batizado não precisa ser importante aos olhos do mundo para receber uma missão importante de Deus.

Na catequese: Guadalupe serve como ponte entre devoção mariana, dignidade dos povos originários e vocação missionária dos leigos. O sinal conduz à mesma pergunta de Caná: o que Cristo está pedindo que façamos?

Citada nas aulas

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