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São Metódio, bispo de Olimpo, na Lícia, escreveu esta obra no fim do século III, poucas décadas antes de morrer mártir na perseguição de Diocleciano (por volta de 311). O formato é deliberadamente provocador: Metódio imita o Banquete de Platão — o diálogo clássico em que convivas elogiam o amor — e o vira do avesso. No lugar dos filósofos gregos celebrando Eros, dez virgens cristãs reunidas no jardim de Virtude, filha de Filosofia, fazem cada uma o seu discurso em louvor da castidade.

Os dez discursos não repetem o mesmo argumento. Marcela abre mostrando como a castidade foi crescendo na história da salvação, da poligamia dos patriarcas até a virgindade evangélica; Teófila defende que o casamento e a geração de filhos continuam sendo obra de Deus, e que a virgindade não os condena, apenas os supera; Talia lê Efésios 5 e vê na união de Cristo e da Igreja o modelo de todo amor; Tecla, coroada vencedora, conclui o banquete. A tese comum é que a castidade — vivida no matrimônio ou na virgindade — restaura no ser humano a imagem de Deus e devolve ao corpo a sua ordem.

A obra termina com um hino nupcial de vinte e quatro estrofes, cantado por Tecla e respondido em coro pelas demais virgens, cujo refrão atravessa toda a liturgia posterior sobre as virgens prudentes do Evangelho:

“Guardo-me pura para ti, ó Esposo, e, segurando a lâmpada acesa, saio ao teu encontro.” (Discurso XI, refrão do hino de Tecla)

Na catequese, o texto serve à aula 17, oferecendo uma visão positiva e festiva da castidade — não como repressão, mas como amor inteiro e indiviso a Cristo.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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