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Este texto conserva a celebração eucarística da Igreja de Jerusalém, atribuída pela tradição a São Tiago, “irmão do Senhor” e primeiro bispo daquela cidade. O documento como o temos hoje foi redigido por volta do século IV, mas seu núcleo é bem mais antigo: São Cirilo de Jerusalém, ao explicar a Missa aos recém-batizados por volta de 350, descreve exatamente esta sequência de orações. Dela nasceram as liturgias de São Basílio e de São João Crisóstomo, e ela ainda é celebrada em algumas Igrejas do Oriente na festa de São Tiago.

Quem lê o texto reconhece a estrutura da Missa de hoje: leituras, homilia, oração dos fiéis, beijo da paz, a grande oração de ação de graças que se abre com “Corações ao alto”, o Santo, o relato da instituição, a memória da paixão e ressurreição, a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e sobre a assembleia, as intercessões pela Igreja inteira — vivos e defuntos —, o Pai-Nosso e a comunhão. Depois da consagração, o sacerdote pede ao Pai que envie o seu Espírito Santo sobre os dons ali apresentados e sobre o povo, para que a assembleia se torne o corpo vivo de Cristo: é a epiclese, ainda hoje o coração das nossas orações eucarísticas.

O momento em que as oferendas são levadas ao altar é acompanhado de um canto que a Igreja nunca esqueceu:

“Cale-se toda carne mortal e permaneça com temor e tremor, e nada de terreno considere consigo mesma: porque o Rei dos reis e Senhor dos senhores, Cristo nosso Deus, avança para ser imolado e dado em alimento aos fiéis.”

Na catequese, este texto sustenta a aula 22, mostrando por experiência direta que a estrutura da Missa não é invenção medieval, mas herança da Igreja dos primeiros séculos.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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