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Escrito em Roma por volta de 155-160, pouco depois da Primeira Apologia, este é o mais antigo diálogo cristão que chegou até nós. Justino narra um encontro de dois dias com Trifão, judeu culto que fugira da guerra na Judeia, e com seus companheiros. O tom é notavelmente respeitoso: não há insulto, há argumento — os dois leem juntos as mesmas Escrituras e discutem o que elas significam.

Os capítulos iniciais contam a conversão de Justino. Ele havia passado pelos estoicos, pelos peripatéticos, pelos pitagóricos e finalmente pelos platônicos, sem encontrar descanso, até que um ancião desconhecido, à beira-mar, lhe falou dos profetas — homens mais antigos que os filósofos, que não argumentavam, mas testemunhavam o que tinham visto.

“Imediatamente uma chama se acendeu em minha alma, e apoderou-se de mim um amor pelos profetas e por aqueles homens que são amigos de Cristo; e, revolvendo suas palavras no espírito, descobri que só esta filosofia é segura e proveitosa.” (cap. 8)

O corpo da obra é uma releitura cristã do Antigo Testamento, capítulo a capítulo. Justino defende três teses: a Antiga Aliança cumpriu sua função e cede lugar à Nova; aquele que aparece aos patriarcas — a Abraão em Mambré, a Moisés na sarça — é o Verbo, o Filho; e os que creem, vindos de todas as nações, são o verdadeiro Israel, a herança prometida. Percorre o Salmo 22, Isaías 7 e 53, o cordeiro pascal, a serpente de bronze, e desenvolve o paralelo entre Eva, que concebeu a palavra da serpente, e Maria, que concebeu a palavra do anjo (cap. 100).

Na catequese, o texto serve à aula 2 (a busca da verdade e a fé como caminho da razão) e à aula 5 (ler o Antigo Testamento à luz de Cristo).

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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