História de Nossa Senhora Aparecida
A história documentada do encontro da imagem em 1717, da pesca abundante e do crescimento da devoção à Padroeira do Brasil.
Em 1717, os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia receberam a tarefa de conseguir peixes para o banquete oferecido ao governador que visitava a região de Guaratinguetá. Depois de tentativas sem resultado no rio Paraíba do Sul, João Alves recolheu na rede o corpo de uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição; mais abaixo veio a cabeça. Depois disso, as redes se encheram de peixes.
É importante usar a palavra certa: Aparecida não começou com uma aparição de Maria a um vidente. Começou com o encontro de uma imagem quebrada e com a pesca considerada milagrosa. A família dos pescadores uniu as duas partes com cera e colocou a imagem num pequeno altar. Os vizinhos passaram a reunir-se aos sábados para rezar o terço e cantar a ladainha. A casa virou oratório; o oratório, capela; a capela, santuário.
A pequena imagem de barro, moldada no século XVII, escureceu pela permanência na água e pela fumaça de velas e lampiões. Seu tamanho contrasta com a dimensão da devoção que cresceu ao redor dela. Em 1930, Pio XI proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Rainha e Padroeira do Brasil; em 1980, São João Paulo II consagrou a nova Basílica.
Na catequese: Aparecida é uma parábola brasileira. Deus recolhe do fundo do rio aquilo que estava quebrado, reúne um povo simples em oração e faz nascer uma história imensa a partir do que cabia na rede de três trabalhadores.