Hinos sobre o Nascimento de Cristo
A Encarnação cantada em paradoxos: o Altíssimo que se faz criança no colo de Maria, pelo maior poeta cristão da língua siríaca.
Santo Efrém (c. 306–373), diácono de Nísibis e depois de Edessa, é o maior poeta-teólogo da língua siríaca — a tradição o chama “Harpa do Espírito Santo”, e a Igreja o declarou Doutor em 1920. Em vez de tratados, escreveu hinos (madrashê) para serem cantados pelo povo, inclusive por coros de mulheres que ele mesmo formou. Os Hinos sobre o Nascimento eram entoados nas vigílias da festa do Natal-Epifania.
A coleção medita o mistério da Encarnação por meio do paradoxo: o Altíssimo se faz criança; aquele que sustenta todas as coisas é carregado no colo de Maria; aquele que alimenta o mundo mama o leite que ele mesmo criou. Maria aparece contemplando o Filho com espanto e ternura — virgem e mãe, filha e mãe do seu Senhor —, enquanto os hinos percorrem os tipos e profecias do Antigo Testamento que desembocam na gruta de Belém. É teologia inteira, mas cantada: Efrém prova que a poesia pode carregar o dogma com mais força que o silogismo.
“O Senhor entrou nela e fez-se servo; a Palavra entrou nela e fez-se silêncio dentro dela; o trovão entrou nela e a sua voz calou-se; o Pastor de todos entrou nela: tornou-se nela Cordeiro e saiu balindo.” (Hino 11)
Na catequese, os Hinos servem às aulas sobre a Encarnação no Credo, sobre o ano litúrgico (o Natal) e sobre Maria: poucos textos fazem sentir com tanta beleza o assombro de que Deus se tenha feito verdadeiramente homem.
O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).