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No ano 325, na cidade de Niceia (hoje İznik, na Turquia), reuniram-se cerca de trezentos bispos convocados pelo imperador Constantino — muitos deles ainda trazendo no corpo as marcas das perseguições recém-encerradas. A ocasião era grave: Ário, sacerdote de Alexandria, ensinava que o Filho de Deus era a mais alta das criaturas, e não Deus verdadeiro; que “houve um tempo em que ele não existia”. Se Ário tivesse razão, o cristianismo adoraria um ser criado, e Cristo não poderia nos divinizar.

O concílio respondeu com uma profissão de fé — o Credo de Niceia, raiz do Credo que rezamos na missa — na qual se encontra a palavra decisiva homoousios, “consubstancial”, da mesma substância do Pai:

“Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai.” (Credo de Niceia)

Ao Credo os Padres anexaram anátemas explícitos contra quem afirmasse que o Filho veio do nada, que houve um tempo em que ele não existia, ou que é de outra substância que o Pai. Além disso, o concílio fixou critérios para a data da Páscoa, encerrando a divergência entre as Igrejas, e promulgou vinte cânones disciplinares: sobre a ordenação, sobre a reconciliação dos que caíram na perseguição, sobre a honra devida às sedes de Roma, Alexandria e Antioquia, e sobre rezar de pé — nunca de joelhos — nos domingos e no tempo pascal, por ser tempo de ressurreição.

Na catequese, Niceia é a referência natural da aula 8: mostra que a fé em Jesus como verdadeiro Deus e verdadeiro homem não é invenção tardia, mas foi defendida e formulada com precisão pela Igreja reunida.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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