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Primeira obra de João Cassiano (c. 360–435), escrita por volta de 420 a pedido de Castor, bispo de Apt, que queria fundar mosteiros na Provença segundo o modelo do Egito. Cassiano, que vivera anos entre os Padres do Deserto, registrou nas Institutas o modo de vida deles — e, com isso, moldou o monaquismo ocidental e influenciou diretamente a Regra de São Bento.

A obra tem doze livros. Os quatro primeiros descrevem as instituições dos mosteiros: o hábito do monge, a salmodia e as orações da noite e do dia, e a formação de quem renuncia ao mundo — com o belo discurso do ancião Pinúfio sobre a humildade no livro 4. Os livros 5 a 12 examinam, um por um, os oito vícios principais e seus remédios: gula, luxúria, avareza, ira, tristeza, acédia (o desânimo espiritual, que Cassiano associa ao “demônio do meio-dia” do Salmo 90), vanglória e soberba. Foi esse esquema que, retrabalhado por São Gregório Magno, chegou ao Ocidente como a lista dos sete pecados capitais. Cassiano trata o monge como um atleta que conhece o adversário para vencê-lo: cada vício é analisado em suas causas, disfarces e curas.

“O princípio da nossa salvação e a sua salvaguarda é o temor do Senhor.” (Institutas, livro 4, cap. 39)

Na catequese, as Institutas iluminam a aula sobre o pecado e a conversão: a anatomia dos vícios capitais — de onde nascem, como se encadeiam e como se combatem — continua sendo o melhor mapa da luta espiritual cristã.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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