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Em outubro de 393, o concílio plenário da África reuniu-se em Hipona. Agostinho tinha então cerca de trinta e nove anos e era apenas presbítero — o que torna extraordinário o que aconteceu: os bispos pediram que ele, um simples padre, fizesse diante deles a exposição da fé. Do discurso nasceu este pequeno tratado, publicado depois a pedido dos amigos. É, portanto, o Credo comentado por Agostinho no início de sua carreira, com o fôlego do orador que ainda era professor de retórica há pouco tempo.

A obra segue os artigos do Símbolo em dez capítulos. Começa por Deus Pai onipotente e sua eternidade; passa ao Filho, explicando por que é chamado Verbo e por que não é feito nem inferior ao Pai — ponto contra os arianos; e detém-se longamente na Encarnação, defendendo, contra o nojo maniqueu pelo corpo, que nascer de uma mulher não rebaixa Deus. Seguem-se a paixão, a sepultura, a ressurreição, a ascensão, o “sentado à direita do Pai” (que Agostinho adverte não ser uma postura corporal, mas o poder e a glória do julgamento) e a vinda para julgar. O capítulo 9 trata do Espírito Santo e da Trindade, e reconhece com honestidade que sobre o Espírito ainda faltava aos doutores um estudo tão cuidadoso quanto o feito sobre o Pai e o Filho.

O capítulo final reúne os três últimos artigos — a Igreja católica, a remissão dos pecados e a ressurreição da carne:

“A Igreja perdoa facilmente os pecados do próximo, porque ela mesma reza para que lhe seja concedido o perdão.” (cap. 10, 21)

“O corpo, portanto, ressuscitará, segundo a fé cristã, que não é capaz de enganar.” (cap. 10, 24)

Na catequese, é apoio direto da aula 8, quando se explicam os artigos do Credo sobre Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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