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Por volta do ano 400, o diácono Deográcias, encarregado da catequese em Cartago, escreveu a Agostinho desanimado: achava as próprias aulas frias e enfadonhas. A resposta do bispo de Hipona é este pequeno tratado (De catechizandis rudibus), o primeiro “manual do catequista” da história da Igreja.

A obra tem duas partes. Na primeira, Agostinho ensina o método: a exposição (narratio) deve percorrer a história da salvação, da criação até o tempo presente da Igreja, mostrando que tudo converge para Cristo e que o centro de tudo é o amor. O catequista deve adaptar-se a cada ouvinte — o culto, o simples, o que vem por medo ou por conveniência — e falar com alegria (hilaritas), pois a palavra aproveita mais quando quem a diz se alegra no que diz; se o ouvinte se cansa, é o catequista quem desce até ele, com amor de irmão, de pai e de mãe. Na segunda parte, Agostinho oferece dois modelos prontos de catequese, um longo e um breve, para o primeiro anúncio a quem bate à porta da Igreja.

“Que causa maior poderia haver para a vinda do Senhor, senão Deus mostrar o seu amor por nós?” (cap. 4)

Na catequese, nas aulas 1 e 2, esta obra fundamenta o próprio espírito do nosso curso: catequese não é despejar informações, mas narrar a história do amor de Deus até que o ouvinte a reconheça como a sua própria história. Leitura recomendada a todo catequista antes do início do ano.

O link abre o texto já traduzido automaticamente para o português (original em inglês, New Advent).

Citada nas aulas

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